segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem " No Aeroporto” – Carlos Drummond de Andrade



Situação de Aprendizagem


“No Aeroporto” – Carlos Drummond de Andrade


Público Alvo: 9ºano

Ativação de Conhecimento de Mundo

-          Você já esteve em um aeroporto?
-          Você conhece o seu funcionamento?
-          Onde se localiza o aeroporto Galeão?
-          Existe aeroporto em sua cidade?

Leitura
Antes da leitura do texto na íntegra, suprir-se-á o último parágrafo
Filme : O terminal
Texto
No Aeroporto
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-la a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas intenções para com o mundo ocidental e o oriental e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo admitir que Pedro, como visitante, nos deu trabalho: tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou inoportuno. Suas horas de sono — e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da TV. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objeto que visse em nossa mão, requisitava-o. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
Extraído de: Cadeira de balanço. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1976, p. 61, 62.

Análise do texto
Localização e comparação de informações
-          Qual é o foco narrativo?
-          Quem é o hóspede?
-          Caracterize o hóspede

Apreciações estéticas e/ou afetivas, valores éticos e/ou políticos

-          Que outras linguagens podemos identificar no texto?
-          Em quais partes do texto isso é percebido?
Proposta de Produção de Texto 1

-          Dê um final para a narrativa.

Proposta de Produção de Texto 2
-          Produza um artigo de opinião sobre a situação dos aeroportos em nosso país, vista a proximidade da Copa do Mundo.

Neste momento, após todas as ações propor-se-á o final do texto
Promover uma roda de conversa questionando as impressões que o texto causou.
Se preferem a versão do autor ou a versão criada por eles.




Infeliz daquele que conhece o poder da leitura e não o compartilha com seu semelhante.



Situação de Aprendizagem
“PAUSA"

PÚBLICO ALVO:  8ºANO

ANTECIPAÇÃO
ANTES DA LEITURA     
- TRABALHAR O AUTOR DO TEXTO
- CONCEITO DE CONTO E SUAS CARACTERÍSTICAS

LEITURA
ENTREGA DE UMA PARTE DO TEXTO  “PAUSA”  DE MOACYR SCLIAR  ATÉ   “...FECHOU A PORTA A CHAVE.” 

LEITURA E LOCALIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES
- LEVANTAMENTO DE HIPÓTESES DO FINAL DO CONTO PELOS ALUNOS
 - EM DUPLAS PRODUZIR UM NOVO FINAL PARA HISTÓRIA
- SOCIALIZAÇÃO DAS PRODUÇÕES (CORREÇÃO E DEVOLUTIVA)

DURANTE A LEITURA
- APRESENTAÇÃO DO TEXTO ORIGINAL
- FAZER A LEITURA COMPARTILHADA
- TRABALHAR O VOCABULÁRIO DESCONHECIDO (DICIONÁRIO) 

PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS LOCAIS
- PROMOVER UM DEBATE QUESTIONANDO AS IMPRESSÕES QUE O TEXTO CAUSOU NOS ALUNOS: O QUE ACHARAM SOBRE O FINAL; SE PREFEREM A VERSÃO ORIGINAL OU A CRIADA POR ELES.
- OS ALUNOS FARÃO TEATRO BASEADO NO TEXTO

SUGESTÃO:
PODEMOS TRABALHAR A MÚSICA “COTIDIANO” (CHICO BUARQUE)

(Profª Maria Lúcia Barili)


sábado, 15 de junho de 2013

ANÁLISE DO GRUPO 
TEXTO AVESTRUZ – MARIO PRATA  
PÚBLICO ALVO – 5ª SERIE
As atividades desenvolvidas levaram 10 (dez) aulas para serem concluídas e contemplarem todas as habilidades e competências
1-ATIVIVAÇÃO DE CONHECIMENTO DE MUNDO ATRAVÉS DO TÍTULO
-Você conhece um avestruz? (Levar uma imagem do avestruz)
“Caso esta sincronicidade falhe, uma lacuna de compreensão por estratégias como fotos, reportagens, pesquisa sobre o animal – avestruz”
2- ANTECIPAÇÃO, PREDIÇÃO DE CONTEÚDOS OU PRPOPRIEDADES DOS TEXTOS
- Como vocês já viram a imagem do animal (avestruz) que hipóteses vocês podem fazer?
- Ele é muito grande?
- Como se comporta num lugar fechado?
3- CHECAGENS DAS HIPÓTESES
- Vamos ler o texto.
- Leitura silenciosa em grupo para contemplar a heterogeneidade.
- Após a leitura:
- O que você entendeu?
- As suas hipóteses confirmaram? (pergunta feita aos dois alunos, comparando com os outros grupos)
 4- COMPARAÇÃO DE INFORMAÇÃO
- As informações que nós levantamos sobre o animal (avestruz) está de acordo com o texto?
- Comparando com seu modo de vida e habitat?
5- GENERALIZAÇÃO – pós leitura (só oral)
- O que mais chamou sua atenção no texto?
- O que você mais interessante?
- O que mais o impressionou? Por quê?
6- PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS LOCAIS
- Há alguma palavra que você não entendeu?
- Leia novamente o texto e imagine o que pode significar.
- Procure a palavra e contextualize.
- Se você ainda não conseguiu entender use o dicionário.
7- PRODUÇÃO DE INFERÊNCIAS GLOBAIS
- Como a amiga da mãe usa a persuasão para fazer o menino a mudar de ideia em ter um avestruz como presente de aniversário?
- Vocês conseguiram enxergar que todos os objetos que o animal (avestruz) ia ingerir (comer) eram do menino?
8- TERMOS PRESENTES NO TEXTO
- Vocês perceberam que os termos que o narrador cita no texto?
- São eles:
- deus (letra minúscula) 2 (duas) vezes
- Adão (morador do paraíso)
- O termo em latim struthio camelus australis   
- O que vocês acham que ele (narrador) quis dizer com isso?
9- RECUPERAÇÃO DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO DO TEXTO
- Vamos então pesquisar sobre Mário Prata para conhecer seu estilo de escrita, quais assuntos mais escreve e para quem?
10- DEFINIÇÃO DE FINALIDADES E METAS DA ATIVIDADE DE LEITURA
- Agora que já descobrimos quem é o autor, voltemos ao texto.
- Vamos agora elaborar uma discussão com o texto se concordamos ou não com a posição do menino/do narrador?
- Os valores de cada personagem são levados em conta?
- Qual dos valores prevaleceu?
- Por quê?
11- PERCEPÇÃO DE RELAÇÃO DE INTERTEXTUALIDADE
- Filme: Meu amigo dragão
(O menino que constrói um lugar para o dragão viver escondido da mãe/ família.
12- PERCEPÇÃO DE RELAÇÃO DE INTERDISCUSIVIDADE
- Vocês já leram o texto, assistiram ao filme, agora produzirão uma reescrita trocando o animal (avestruz) por outro animal exótico(estranho, diferente) que não é domestico.
- Após a devolução da reescrita:


- Quem quer vir contar sua história?

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM - CRÔNICA "AVESTRUZ" DE MARIO PRATA

Leitura e análise de crônica: Situação de aprendizagem           

Avestruz (Mario Prata)


 Tema: Tipologia narrativa – gênero crônica
Tempo previsto: 4 a 6 aulas
Público Alvo: 6º ano - EF
Conteúdos e temas: traços característicos da crônica narrativa; leitura de crônicas; pesquisa de textos narrativos com temática semelhante.
Competências e habilidades: reconhecer as características do gênero “crônica narrativa”; elementos da narrativa; distinguir o gênero “crônica narrativa” de outros gêneros narrativos (contos, fábulas etc.); produzir uma crônica narrativa.
Estratégias: sondagem inicial com base no repertório inicial dos alunos; leitura colaborativa da crônica (Avestruz, de Mario Prata); roda de discussão sobre o assunto da crônica; roda de leitura de histórias sobre avestruzes e outros animais exóticos; filme sobre o avestruz; produção de crônica com base no assunto trabalhado.
Recursos: obra literária; texto extraclasse; dicionário de língua portuguesa; filme; filmadora; internet.
Avaliação: discussão coletiva em roda de leitura; produção escrita de crônica e autoavaliação.

Etapa 1: Ativação dos conhecimentos prévios.
  • Apresentar o título
- Questionar sobre que tipo de texto imaginam ser? A que gênero deve pertencer?Que assunto será abordado? Terá personagens? Que tipo de personagem? Quem conhece um avestruz? Quem não o conhece como o imagina?

  • Sobre o autor
Conhecem o autor?
Nesse momento o professor pode apresentar a obra de onde foi retirado o texto e falar um pouquinho sobre o autor.

 Mario Alberto Campos de Morais Prata (,  de ) é um , ,  e  . Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela  (1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate(1979) e  (1982) e os livros Schifaizfavoire (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).

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Etapa 2: Antecipação ou predição; checagem de hipóteses.
  • Iniciar a leitura colaborativa da crônica (Avestruz, de Mario Prata)
    Leitura colaborativa
    “(...) o professor lê um texto com a classe e, durante a leitura, questiona os alunos sobre as pistas lingüísticas que possibilitam a atribuição de determinados sentidos. (...) os procedimentos que utilizam para atribuir sentido ao texto: como e por quais pistas lingüísticas lhes foi possível realizar tais ou quais inferências, antecipar determinados acontecimentos, validar antecipações feitas, etc.” (PCN de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª Série, 1998; p. 18).
    Etapa 3: Após a leitura, abre-se espaço para discussão sobre o texto lido. O momento é ideal para trabalhar habilidades de fala e escuta. As crianças opinarão sobre a crônica que ouviram e, ao mesmo tempo, aprenderão a ouvir e respeitar a opinião do colega.

    Etapa 4: Visita à sala de informática para assistir um vídeo sobre o “avestruz” (talvez algumas crianças nunca tenham visto a ave, visualizá-lo pode dá lhes a possibilidade de melhor compreensão do texto.)

    Etapa 5: Levantamento das características do gênero “crônica narrativa” e dos elementos da narrativa.
    Nesse momento, o professor explana sobre o gênero crônica e identifica, coletivamente, os elementos da narrativa dentro da crônica (narrador, personagem, tempo, espaço, enredo).

    Etapa 6: Roda de leitura de contos e crônicas sobre avestruzes e outros animais exóticos (momento de discutir com os alunos o termo “exótico” que talvez seja de desconhecimento de alguns).

    Sugestão de contos e crônicas para a roda de leitura:

             - Wilhelm Meissel

                  -  Como a avestruz ficou com um pescoço comprido, Histórias da África
                   
                    -  O menino-avestruz, Contos do Oriente
(Nesse momento, seria ideal a filmagem da roda de leitura e discussão para que os próprios alunos pudessem assistir posteriormente. Ao utilizar essa estratégia, o professor colabora com o desenvolvimento da oralidade do seu aluno, uma vez que ele terá a oportunidade de se ver e se autoavaliar.)


Etapa 7: Produção escrita de crônica narrativa com a temática: animais exóticos.
Observação: a produção escrita deverá ser em duplas, seguindo o modelo do agrupamento produtivo (agrupamento de alunos com grau de dificuldade aproximadamente iguais).


A  afinidade não cabe como um critério de agrupamento, pois o principal objetivo da estratégia é a interação cognitiva e a construção de conhecimentos.

Se os escolhidos para trabalhar juntos não se relacionam bem, um dos caminhos é mediar possíveis atritos para que a produtividade não seja prejudicada. Essa é também uma oportunidade para todos aprenderem a lidar com as diferenças e se respeitarem, independentemente dos vínculos emocionais. Ser capaz de perceber o ponto de vista alheio e considerá-lo exige aprendizado. "É essencial ver esse processo como uma construção progressiva e que depende da vivência de situações que promovam avanços nas relações, em direção à cooperação e à autonomia", afirma Heloisa Helena Garcia, mestre em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), que desenvolve o seu doutorado sobre a interação.

Produção escrita
Imagine que você foi convidado para a festa de aniversário de um amigo que deseja como presente de aniversário um animal exótico para bicho de estimação. O que você faz?
A partir desse tema escreva uma crônica narrativa para o blog da professora de língua portuguesa.


Etapa 8- Revisão de texto
A primeira revisão deve ser em duplas (as duplas trocarão os textos para que os colegas os revise) seguindo uma grade de correção.
- O texto apresenta um título interessante?
- O texto apresenta as características da crônica (estudadas na aula anterior)?
- O texto obedeceu ao tema solicitado na comanda?
- O texto apresenta parágrafos, respeita margens, iniciais maiúsculas, pontuação e escrita correta das palavras.

A segunda correção deve ser feita pelo professor que devolverá os textos aos alunos com as devidas observações para que possam reescrevê-los.
Depois de reescritos, serão devolvidos à professora para a digitação e inserção no blog.

Etapa 7: Autovaliação do aluno.
- O que aprenderam com esse trabalho?
- Você se comprometeu na realização de todas as atividades?
- Qual das etapas do trabalho você mais gostou e por quê?
- Críticas e sugestões sobre as aulas de língua portuguesa.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM- CRÔNICA "PAUSA" DE MOACIR SCLIAR

Situação de aprendizagem:
Leitura e interpretação da crônica “Pausa”, de Moacyr Scliar

Público-alvo: alunos do 9º Ano.
Tempo previsto: 4 a 6 aulas.

Objetivo geral: Desenvolver a competência leitora de alunos do 9º, por meio da leitura e da interpretação da crônica “Pausa”, de Moacyr Scliar.

Objetivos Específicos:
- Estimular a leitura no âmbito escolar.
- Apresentar ao aluno as diferenciadas linguagens, enriquecendo a rotina escolar, estimulando a leitura e a produção do texto escrito e oral.
- Exercitar a leitura como prática fundamental na formação do senso crítico e da cidadania.
- Enriquecer o conteúdo de forma interdisciplinar, visando ao aprendizado global.
- Refletir sobre fatos cotidianos e atitudes humanas.
- Promover capacidade de apreciação e réplica em relação ao texto.

Justificativa:
Há uma grande defasagem da competência leitora, da apropriação dos sentidos do texto por parte dos alunos. Dessa forma, a leitura atenta do texto, a apreensão de seus sentidos torna-se um exercício fundamental na escola.

Estratégias de Leitura:

1. Ativação de conhecimento de mundo; antecipação ou predição; checagem de hipóteses.

Questões norteadoras:
- O que você entende como “pausa”?
- Quando você quer ter uma pausa?
- Quando consegue essa pausa, o que você faz?
- Você gosta de ficar sozinho? Por quê?
- Há algum momento em que você tem vontade de fugir, de se afastar de tudo o que conhece? Por quê?
- Você já refletiu sobre as obrigações que temos em nosso cotidiano?
- Você já se sentiu angustiado por sentir que precisava seguir determinada conduta social?
- O que você considera uma “vida normal” atualmente?
- Você já se perguntou por que algumas condutas, escolhas pessoais são mais valorizadas do que outras pela sociedade?

2. Localizar informações; comparações, generalizações.

Leitura do texto em duas etapas:
Primeira: Ler com a turma do início até o 15º parágrafo e discutir sobre o que leram, criando possíveis explicações e desfechos;
Segunda: Ler com a turma o restante do texto.

3. Produção de inferências locais; produção de inferências globais.
Atividades que analisem:
a) O que a “fuga” do protagonista representa.
b) Como pode ser descrita a relação do protagonista com sua casa, com sua esposa.
c) Como o trecho “Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura” pode revelar algo sobre a personalidade do protagonista?
d) Como o sonho do protagonista pode revelar o que ele de fato queria ser ou fazer?
e) Como os pronomes pessoais da segunda pessoa podem indicar variação regional da linguagem?
f) O que indica a contradição do nome do protagonista (é Samuel, mas o homem do hotel o chama de Isidoro)?
g) O que representa a pausa criada pelo ponto final que separa as frases “Depois, seguiu.” e “Para casa.”, no término do conto?
h) O protagonista sentia-se feliz com a vida que levava?
i) Por quais motivos alguém se submeteria a viver de forma insatisfeita e procuraria “fugas”, pausas?

4. Recuperação do contexto de produção; definição de finalidade e metas da atividade da leitura.
- Pedir uma pesquisa sobre o autor e sobre as características de sua obra;
- Pedir para que, em trios ou duplas, tragam de casa ou busquem na biblioteca outros textos do autor e leiam-nos para a sala.

5. Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de interdiscursividade.
Apresentação para a turma da música “Você”, de Raul Seixas, cujo foco é o questionamento à submissão das pessoas frente a certas normas sociais, que anulam sua real vontade e individualidade.   

6. Percepção de outras linguagens; elaboração de apreciação estéticas e/ou afetivas; elaboração de apreciação relativas a valores éticos e/ou políticos.
Debate a respeito do tema e das atitudes do protagonista frente ao problema que enfrenta.

Avaliação
Elaboração de um artigo de opinião sobre as cobranças sociais e nossas atitudes frente a elas.

sábado, 8 de junho de 2013

“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.” (Carlos Drummond de Andrade)

O ato de ler e escrever já foram sinônimos de status na sociedade do passado. No mundo contemporâneo tornaram-se habilidades essenciais para a interação do indivíduo com o universo que o rodeia. Nesse contexto, a escola é a principal responsável pela aquisição de tais competências. Por isso, cada vez mais, é imperativa a presença da figura de um educador comprometido com a aprendizagem dos alunos. Uma responsabilidade que não dá para ser negligenciada nem delegada para outros segmentos.
Portanto, nós, educadores somos peça importante na engrenagem da educação brasileira e devemos erguer a bandeira em prol de uma educação de qualidade. O que era apenas símbolo de prestígio é, nos dias atuais, questão de sobrevivência.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Quem somos

Olá Galera...
Somos professoras de Língua Portuguesa da rede Estadual de ensino de São Paulo.
Este blog foi criado para concretizar o nosso curso de formação " Melhor Gestão, Melhor Ensino, fornecido pelo Governo Estadual.
O tema escolhido será Leitura e interação.
Temos por objetivo agregar aos profissionais da educação, alunos e sociedade, estabelecendo a participação, interação e criatividade, compartilhando ideias e experiências.
Aguardamos a contribuição de todos.
Sejam bem vindos!!!


Minha Experiência como leitora

Lembro-me das imagens do meu primeiro livro, digo, de suas ilustrações. Já que quando o ganhei ainda não sabia ler. Foi no meu primeiro dia de aula, lembro como se fosse hoje, ganhei da minha primeira professora chamada Maria José.
Foi um dia que nunca saiu da memória.
Fui para escola muito contente. A professora leu uma pequena história para todos nós e nos deu um embrulho, que desejava boas vindas. Dentro deste embrulho estava o pequeno livro, cheio de ilustrações bem coloridas e como acompanhante, balas. Fiquei irradiante. Tempos depois, quando já sabia ler, recordo-me que na escola havia aulas de leitura. Neste dia cada um lia um trecho. Lembro que, enquanto minha vez ia se aproximando, eu tremia , ficava nervosa, meu coração parecia que ia sair pela boca..
Mas mesmo com tantos “medos” adorava ler.
Passando isso, já na fase da adolescência, tive uma professora chamada Helena,de Língua Portuguesa. Esta lia sempre belas histórias, com grande satisfação, lia tão bem e interpretava perfeitamente,que nos fazia entrar na história e imaginar a cena.
  Aprendi muito com esta professora!
Ler é muito bom, mas é claro, precisamos começar; tomar gosto. A pessoa precisa vivenciar a sensação. E para vivencia esta sensação necessitamos de uma ponte, seja ela, família, amigos ou professor.
Tempos depois, já pensando em minha vida acadêmica, escolhi meu curso superior,Letras. Estudava com grande satisfação, lia contos e acabava me identificando com alguns. Claro que muitas leituras são obrigatórias e delas não poderemos fugir. Mas o importante era permitir essa entrada para dentro do livro. Quando estava para concluir meu curso superior, comecei a estagiar numa escola próximo a minha residência. E para minha surpresa, advinha quem estava trabalhando naquela escola?
Minha professora Helena... Sim, aquela  que me fez despertar para a leitura.
Para mim foi incrível, ter novamente a oportunidade de reencontrá-la.
Hoje tento favorecer a leitura para meus alunos, assim como favoreceram para mim.
Afinal... quem me dera um dia ter um aluno como colega de trabalho.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Experiências de leitura


Ler, para mim, além de ser uma excelente forma de adquirir conhecimento, sempre foi grande fonte de prazer. Encontro muita diversão na leitura e muita companhia também (chego a sentir saudades de alguns personagens que encontro nos livros). Durante minha adolescência, “O assassinato no Expresso do Oriente”, de Agatha Christie, me marcou muito, por ser bem intrigante e surpreendente. No Ensino Médio, descobri, num livro didático, “A cartomante”, de Machado de Assis, e virei fã dos seus contos (o meu preferido é “Uns braços”).

A prática constante da leitura influenciou muito minha expressão escrita. Nunca cheguei a “produzir” literatura, mas tenho bastante facilidade em me expressar escrevendo (muito mais do que falando). Tenho certeza de que contribuiu para isso o trabalho de uma professora que tive no Ensino Fundamental, que costumava ler para a sala as melhores redações produzidas pelos alunos, e as minhas, por vezes, eram lidas. Isso me incentivava a escrever mais e melhor. Tanto é que sempre escolho textos de alunos para serem lidos para a sala.

Minha experiência na leitura e escrita..

Eu sempre gostei de ler, quando era criança lia tudo que via pela frente, sou a filha caçula, então sempre tive livros por perto pois meus irmãos já estudavam e davam o maior incentivo para que eu estudasse com eles e lesse muito também. Depois que cresci me acostumei a ler sempre e isso facilitou muito a minha escrita, pois me ajudou a passar no vestibular e me ajuda até hoje quando tenho que escrever ou produzir algum texto.
Acredito assim que a família tem participação importantíssima na formação leitora e escritora dos nossos alunos que atualmente encontram muitas dificuldades para ler e posteriormente escrever, fica assim a escola como provedora desse fazer o aluno a apreciar a leitura. Isso acontece através do incentivo do professor não só de português mas de todas as matérias. A leitura acontece a todo momento dentro da escola por isso  todos que a envolvem devem estar atentos ao aprendizado dos nossos jovens.

terça-feira, 4 de junho de 2013

                       

  Experiência como leitora

Lembro-me de quando frequentava a biblioteca da escola para fazer pesquisas.
Era fascinada pela Enciclopédia Barsa, pois nela viajava pelo mundo, visitava países,
via lugares maravilhosos que sonhava uma dia conhecer.Também lia sobre Ciências, Biologia,
História, Geografia e literatura. Como era gratificante...
Leituras que marcaram na adolescência foram " Meu pé de laranja lima" de José Mauro de
Vasconcelos e "A moreninha" de Joaquim Manuel de Macedo. Esse romance me fez sonhar
com a Ilha de Paquetá que espero um dia conhecer e querer transferir o romantismo existente
nele para minha realidade.
" O processo de leitura possibilita essa operação maravilhosa que é o encontro do que está
 dentro do livro com o que está guardado na nossa cabeça." ( Ruth Rocha )
Maria Lúcia Barili

segunda-feira, 3 de junho de 2013

     
                                            Minha experiência leitora

            

        “A leitura esteve presente em minha vida desde sempre. Pelo menos desde que me conheço por gente. Nasci numa fazenda, filha mais velha de três irmãos, família simples, pai analfabeto e mãe preocupada com a educação dos filhos.  Leitora voraz, minha mãe aprendeu com meu avô.
Nossas primeiras histórias vieram da bíblia, que para nós não se tratava de um livro religioso. Eram histórias. Histórias maravilhosas que nos faziam viajar na imaginação. De meu pai ouvíamos os causos: de onças e assombrações, aventura e mistério que moravam ali pertinho, na mata da fazenda. Foi nesse universo de escrita e contação que eu cresci. Muito cedo aprendi a ler. Foi mamãe quem me ensinou as primeiras letras e logo depois foram aparadas na escolinha rural com a professora Marina.
         Da escolinha tenho muitas lembranças, mais do trajeto que da própria escola. Lembro que mamãe nos arrumava bem mais cedo para que passássemos na casa de meus avós paternos antes de chegar à escola. Era lá que vivíamos nossas aventuras de leitores. Vovô e vovó sentados nas cadeiras de palhinhas, meu irmão e eu num banco de madeira. Líamos para eles, que ficavam embevecidos nos observando. Pura magia.”


( Profª  Neuceli Silva)